A obra da dica de leitura de hoje (que aliás, é o post de nº 200 do Anexo Secreto) me fez descobrir que romances amorosos podem ser tão empolgantes e deliciosos de se ler quanto qualquer outro gênero literário. Na verdade, antes de ler “Orgulho e Preconceito” eu

O impecável enredo de “Orgulho e Preconceito” primeiramente apresenta aos leitores a família mais memorável da literatura mundial, em minha opinião. Os pais, Mr. e Mrs. Bennet e a prole formada por cinco filhas de idades próximas, Jane, Elizabeth, Lydia, Kitty e Mary, concentram ao mesmo tempo, tipos adoráveis, engraçados, desvairados, sensatos, imaturos e eruditos. Tudo isto somado a uma narrativa envolvente e bem delineada, nos traz uma história deliciosamente interessante.
Segue abaixo o texto de apresentação de “Orgulho e Preconceito”, encontrado na orelha da 4ª edição lançada pela editora Civilização Brasileira em 2009, com tradução de Lúcio Cardoso (é tão bem escrito que não posso deixar de usá-lo para apresentar o enredo):
“A chegada de dois jovens – o rico e promissor Charles Bingley e seu amigo, o altivo e ainda mais rico Fitzwilliam Darcy – à vila de Longbourn causa grande alvoroço entre as moças da

Esta história desenvolvida em 59 capítulos firma-se como minha segunda obra favorita, ficando somente atrás de “O Diário de Anne Frank” – todavia, ambas ficam ali quase empatadas na minha preferência.
Em “Orgulho e Preconceito”, Jane Austen desenvolve uma trama que ao prender o leitor faz com que os capítulos sejam devorados com imensa fome de saber o que há por vir nos próximos. A ligação traçada entre Elizabeth e Darcy não poderia ser mais empolgante e agradável e tão inteligentemente delineada. É incrível como Austen

Ela retrata minuciosamente todas as características que encontrava nas pessoas que viviam a sua volta nos séculos XVII e XVIII. Apesar de mostrar o lado humano e naturalmente bom das pessoas através de alguns de seus personagens, a escritora visivelmente confere ênfase “à mediocridade dos tipos, o ridículo de seus hábitos, a vaidade e a tolice dos burgueses e nobres separados pelo preconceito, as fofocas, intrigas e escândalos da provinciana sociedade”. Ou seja, Austen retratava com indiscutíveis fidelidade e destreza toda a verdadeira face da Inglaterra de seu tempo.
Pessoalmente, eu destacaria as personagens que protagonizam o romance, Elizabeth e Darcy e ainda Jane, Mrs. Bennet, Mr. Collins e Lady Catherine de Bourgh como as figuras mais interessantes e intrigantes entre todos os frutos da mente brilhante de Jane Austen nesta obra. Mrs. Bennet é simplesmente, em minha opinião, a personagem que mais provoca oscilações de humor e opiniões a seu respeito: há momentos em que ela nos faz rir em demasia e conseqüentemente gostar dela e há momentos em que temos vontade de sair correndo de vergonha por conta de sua falta de bom senso e nível de inconveniência.
Enfim, é uma obra indispensável para qualquer admirador de romances de qualidade. Tenho certeza absoluta que “Orgulho e Preconceito” permanece para sempre na memória daqueles que um dia tem a oportunidade de lê-lo. Fica a dica.

A brilhante escritora inglesa do século XVII, Jane Austen.
As ilustrações deste post são de autoria de C. E. Brock e podem ser
Jane Austen é proveniente da Wikipedia.
2 comentários:
Quero muito ler este livro, gostei bastante do filme e fiquei curioso para conhecer a obra a fundo. Jane Austen é uma grande escritora!
Ainda não li o livro - tampouco vi o filme. Mas como grande fã de romances que sou, não posso deixar de reservar um espaço para "Orgulho e Preconceito" na minha lista de "futuras obrigações literárias"...
Sobre "A Escrava Isaura"... Li esse livro até a metade. Não sei, não consegui terminá-lo até hoje, hehehe... Isso costuma acontecer comigo. Com "Helena", de Machado de Assis, aconteceu a mesma coisa.
Abraço!
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